sábado, 31 de março de 2012

Uma escola voltada para formação de professores

A escola a qual estaremos fazendo o estágio em gestão, tem uma clientela diferente de todas as que já tivemos o prazer de observar até esse semestre, são futuros professores, sendo imprescindível que façamos uma pesquisa para saber um pouco da história do magistério, como anda as escolas voltadas para a formação de professores no Brasil? O que está previsto na legislação a respeito dessas instituições? E por fim, seus  desafios futuros...

Sinta-se a vontade para nos acompanhar nessa viagem em busca do saber...  


Nossas leituras

                    Ensinar é uma especificidade humana

                                                                                      Paulo Freire 1996


“É indispensável à prática docente o saber da impossibilidade de desunir o ensino dos conteúdos da formação ética dos educandos. De separar prática de teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, ensinar de aprender. Nenhum destes termos pode ser mecanicistamente separado, um do outro. Como professor, tanto lido com minha liberdade quanto com minha autoridade em exercício, mas também diretamente com a liberdade dos educandos, que devo respeitar, e com a criação de sua autonomia bem como com os anseios de construção da autoridade dos educandos. Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha. Não posso ensinar o que não sei. Mas, este, repito, não é saber de que apenas devo falar e falar com palavras que o vento leva. É saber, pelo contrário, que devo viver concretamente com os educandos. O melhor discurso sobre ele é o exercício de sua prática. É concretamente respeitando o direito do aluno de indagar, de duvidar, de criticar que falo desses direitos. A minha pura fala sobre esses direitos a que não corresponda a sua concretização não tem sentido.” (Paulo Freire, 1996)

 

Ensinar é uma especificidade humana é o 3º capítulo do livro pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, foi a primeira leitura que realizamos para refletir sobre o perfil do educador democrático que ensina com competência, segurança, generosidade e comprometimento intervindo no mundo.  Do educador que sabe qual é sua posição e é capaz de defendê-la, de forma que não está na condição de mantenedor do sistema capitalista, mas, que através da sua prática, consegue levar os alunos a refletirem sobre o que está posto e lutar por mudanças. Nele, Paulo Freire destaca ainda a importância de respeitar o educando como um ser que precisa de autonomia, algo que ele só pode conquistar através da liberdade de tomada de decisões e vivencia das consequências provenietes delas, para isso, é fundamental que o professor não se sinta superior a tudo e a todos, mas, dentre outar coisas, seja capaz de ouvir.


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PDDE - Programa Dinheiro Direto na Escola

Desde 2005 as escolas públicas e particulares de educação especial recebem uma assistência financeira do governo federal que tem como objetivo melhores os índices da educação básica no pais. O repasse da verba é feito de acordo com a quantidade de alunos matriculados na escola e acontece uma vez por ano, sendo destinada a fins como:
·  Compra de material permanente, como televisor, bebedouro ou impressora.
·  Conservação, manutenção e pequenos reparos. Exemplos: contratação de serviços de jardinagem, troca de lâmpadas ou conserto de encanamento e de instalação elétrica.
·  Aquisição de material de consumo como papel e tinta para computador, papel higiênico e produtos de limpeza.
·  Implementação de projetos pedagógicos.
A aplicação dos recursos deve sempre visar à melhoria da qualidade do ensino. Acredito que como incentivo para essa melhoria, as escolas rurais recebem uma parcela suplementar de 50% e o mesmo acontece com as urbanas que cumpriram as metas estipuladas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 2009, ou seja, de 4,2. O que me faz refletir sobre o fato de que se a escola não chegou à “meta”, provavelmente precisa de maior apoio e não o contrário.
Sobre o uso do recurso, é importante lembrar que da mesma forma que existem os fins para os quais ele pode ser destinado, há também os que são proibidos como:
· Pagamento de funcionários.
· Despesa com festas e comemorações como coquetéis e recepções.
·  Pagamento de contas de água, luz, telefone e qualquer outra taxa.
· Compra de combustível e manutenção de veículos para ações administrativas.
·  Pagamento de tributos que não incidem sobre bens adquiridos ou serviços
           contratados de acordo com o programa.
· Despesas de ações que sejam objeto de outros programas e projetos do FNDE
De acordo com o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Daniel Balaban, o dinheiro é depositado em uma conta do conselho escolar, da associação de pais e mestres (APM) ou do caixa escolar, fazendo com que o risco de desvio de verbas diminua, já que o repasse, além de ir diretamente para a escola, pode ser acompanhado pelos pais e pela comunidade.  Dessa forma, fraudes, como a que foi denunciada pelo Ministério Público Federal em Alagoas, em 9 de fevereiro, podem ser evitadas.
O ex-prefeito de Palestina Antônio José da Silva e sua ex-mulher, Maria Petrolina dos Anjos Correia, são acusados de utilizar indevidamente verbas federais destinadas às escolas e à merenda escolar durante os quatro anos de mandato do então prefeito do município (de 1997 a 2000) e também de falsificar notas fiscais.
Um dos convênios assinados com o FNDE, do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), previa que a execução do mesmo seria feita por entidades vinculadas às escolas, representadas pelas diretoras das unidades. No entanto, o ex-prefeito obrigou as mesmas a assinarem cheques em branco para a prefeitura, que passou a administrar os recursos. As denúncias partiram de uma ex-presidente da unidade executora de uma das escolas do município.
Esse é apenas um dos muitos exemplos de desvio do que, por lei, está destinada a educação, o que nos faz pensar em qual o papel do gestor em determinadas situações, se uma postura quando democrática e aberta para o diálogo com a comunidade escolar de fato podem contribuir para que mudanças aconteçam. De acordo com Meire Cavalcante (2005), num artigo para a revista Nova Escola, o PDDE amplia a autonomia do diretor e a responsabilidade também, já que ele junto com os professores, pais é alunos definem como o dinheiro será gasto, dessa forma, todos fiscalizam e participam.
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segunda-feira, 5 de março de 2012

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                                          Apresentação do Blogger


Este blogger tem por objetivo apresentar discussões acerca do trabalho do gestor no espaço escolar, partindo da análise de uma escola da rede pública de ensino do Estado de Alagoas,  este estudo será fruto da disciplina de Estágio Supervisionado I do 6º período noturno do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas - UFAL e terá como responsáveis os discentes Ana Paula, Antônio Marques, Aline Freire, Elizabete, Genicleide Ramos, Jhones Stêffanny, Josiela,  Jucilene Santos, Tarciana Aureliano.