segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sensibilizações e inscrições para as oficinas


Apesar de algumas dificuldades encontradas na nossa caminhada, principalmente a respeito dos ensaios e apresentação das peças, o que pode ser considerado como normal ou natural, pois em qualquer trabalho a ser realizado tem-se empecilhos, surgindo problemas de várias ordens que devem ser superados, enfim no dia 31 de maio, conseguimos realizar nosso primeiro momento de divulgação e sensibilização para as oficinas, através da entrega de panfletos, exposição de cartazes e apresentação das peças.  Sentimos a falta de uma maior participação dos funcionários da escola, pois na ocasião só estavam  presente os alunos, contudo foi um momento de grande proveito, pois com as apresentações das peças e uma reflexão feita no final por um membro da equipe, tentou-se mostrar as dificuldades que se enfrenta para construir um conselho ativo, que participe e promova mudanças dentro da escola. Por outro lado, buscou-se conscientizar os alunos que eles devem lutar e buscar seu espaço dentro da escola, reivindicando seus direitos por meio da participação em espaços legítimos para este fim, entendendo que não é apenas criticando sem apresentar soluções, que se alcançam seus objetivos.
Além dessa sensibilização foi dado inicio também as inscrições para as oficinas, onde a procura foi considerada razoável, sendo realizado um total de 34 inscrições das 60 que ofertamos.





Apresentação do projeto de intervenção para a comunidade escolar


  
É muito bom poder perceber que nosso trabalho não está sendo em vão, mas ao contrario está sendo visto e reconhecido. Foi esta nossa sensação e percepção no dia da apresentação do projeto de intervenção. Primeiramente ficamos surpresos com a quantidade de pessoas no auditório, tendo em vista que a principio ele seria apresentado apenas para a direção da escola, entretanto se fizeram presente pessoas dos diversos seguimentos da escola: direção, coordenação, professores, alunos e funcionários. E o mais importante, não foi simplesmente participar por participar, mas seguiram-se momentos de debate, discussões, interações, reflexões sobre  o cotidiano do espaço escolar, suas problemáticas, suas dificuldades e a busca por soluções no que diz repeito ao conselho, tanto a gestão quanto professores e alunos se manifestaram apresentando as maiores dificuldades vividas na prática em relação ao conselho de forma que estavam sempre fazendo a relação entre a teoria descrita no projeto a prática vivenciadas por eles no dia-a -dia, o que nos fez refletir sobre o grande desafio que tinhamos pela frente. Foi um momento muito rico, onde conseguimos atingir o objetivo do nosso trabalho que é discutir e tentar encontrar soluções para  problemas que envolvem toda a escola, por meio de intervenções no ambito da gestão. 
Além de toda  riqueza que foi este momento, conseguimos a aprovação do  projeto, por meio do qual estaremos promovendo outros momentos de discussão sobre a importância do conselho escolar para o bom  funcionamento da escola.









domingo, 3 de junho de 2012

Pensando um pouco sobre as contribuições do conselho escolar


Nosso projeto de intervenção


Tema: A ESCOLA QUER UM CONSELHO? CONCEITOS, IMPORTÂNCIA E SIGNIFICADOS.
1.    INTRODUÇÃO

O presente projeto é resultado de um trabalho de observações, coleta de dados e análises realizadas através da disciplina de Estágio Supervisionado I, focando na área de Gestão Escolar. Tem por finalidade contribuir com melhorias significativas na organização do trabalho escolar, atentando para o fortalecimento da equipe gestora.
 O tema central do projeto é o Conselho Escolar, e tem por objetivo possibilitar o entendimento da comunidade escolar sobre a temática evidenciada, trazendo práticas que possibilitem o fortalecimento do Conselho Escolar. Vale ressaltar que o tema foi fruto do processo de observação e análise do cotidiano durante o estágio realizado na Instituição pública de ensino.
Para a fundamentação do trabalho foram utilizadas algumas referências como; Ângela Antunes (2008), Almeida (2002) e Santos (2002).

2.    JUSTIFICATIVA
 Sabendo que o conselho escolar é órgão colegiado que possibilita a participação da comunidade escolar na organização do trabalho pedagógico de forma representativa, encaminhando demandas sobre a formação do educando por meio da participação dos pais, professores, alunos e funcionários, integrando o poder público, a comunidade, a escola e a família, buscando a gestão democrática e o exercício da cidadania.
Assim, pretende-se através dessa proposta de intervenção intitulada: “A escola quer um conselho? Conceitos, importância e significados’’, tentar esclarecer algumas questões que poderão ajudar a comunidade escolar a fortalecer o conselho, entendendo sua importância e os princípios básicos que poderão garantir seu bom funcionamento, desta forma poder-se-á contribuir também na organização das eleições para conselheiros deste ano letivo de 2012.
O Conselho Escolar constitui-se em um organismo de participação no cotidiano escolar, tendo como objetivo principal integrar à escola enquanto instrumento de transformação, promovendo praticas pedagógicas que favoreçam o bem-estar da comunidade do ponto de vista educativo, cultural e social, envolvendo toda comunidade escolar na avaliação e mobilização pela melhoria na qualidade da educação.
 O Conselho Escolar também pode contribuir para solucionar problemas inerentes à vida escolar, preservando assim uma convivência saudável entre pais, professores, alunos e funcionários. Na condição de organismo de base, o conselho escolar é espaço da prática da democracia participativa, e essa quando bem exercitada, concorre, efetivamente, para a ampliação e para o fortalecimento dos diferentes segmentos que compõem a escola e a comunidade.
A atuação articuladora entre a escola, a comunidade e outras instituições sociais confere ao Conselho Escolar responsabilidade social, possibilitando-lhe agir como interlocutor de diferentes instâncias da educação e da própria sociedade. “Participação, autonomia, democracia e cidadania exigem aprendizado. O Conselho de Escola pode nos ensinar a construir esses saberes” (Antunes, 2002; p. 25).
Para Freitas e Giirling (1999 apud Santos, 2002; p. 24), dentre os aspectos percebidos como capazes de mudar o cenário de má qualidade do ensino estão: o tipo de liderança exercida pelo gestor educacional e a capacidade da comunidade escolar de atuar de modo participativo e autônomo, envolvendo-se com o planejamento, a execução e a avaliação de todas as ações da escola tanto do ponto de vista administrativo-financeiro quanto pedagógico. Em pesquisas realizadas em 2000 Santos (2002; p.23) constatou que a maioria dos profissionais da educação pode querer fazer as mudanças que acredita serem necessárias e úteis, porém, falta-lhe competência técnica para entendê-las e realizá-las com êxito, nesse sentido destaca-se o objetivo do grupo em aprofundar essa reflexão no intuito de proporcionar a comunidade escolar um envolvimento mais orgânico com a temática possibilitando o maior interesse dos alunos, pais e funcionários em contribuir e tomar decisões no que diz respeito ao melhor desenvolvimento da instituição sabendo que essa responsabilidade não é só da gestão, mas de toda a comunidade escolar. Assim, nos apoiamos em Santos (2002; p. 41), por acreditar que o desenvolvimento de uma gestão participativa não só diminui significativamente o grau de insatisfação como também promove a realização pessoal e profissional no trabalho.

3.    OBJETIVOS

Geral: Refletir junto à comunidade escolar sobre a importância do conselho, suas funções e características com vistas a fortalecer a participação e compreensão dos futuros conselheiros sobre o processo eleitoral e organização das eleições do corrente ano.
Específicos

Ø  Sensibilizar a comunidade escolar para o aprofundamento do estudo sobre o conselho por meio de dramatização;
Ø  Realizar oficinas para refletir sobre as características de um conselho, as funções, instrumentos e componentes que lhe são próprios;
Ø  Discutir temas relevantes para o universo da gestão escolar com palestras e debates;
Ø  Valorizar a participação da comunidade escolar nas oficinas e palestras com validação dessa participação;
Ø  Divulgação das  atividades por meio de cartazes e panfletos;
Ø  Possibilitar a participação da comunidade escolar nas oficinas e debates através de material elaborado sobre a temática;
Ø  Integrar os alunos dos turnos diurnos nas atividades, através de sensibilizações e oficinas em seus horários de aula;
Ø  Auxiliar no processo de divulgação das eleições para o conselho da escola de 2012;
Ø  Incentivar a comunidade escolar a ingressar na disputa pela vaga a membro do conselho nas eleições;
Ø  Fortalecer o conselho da escola através de conscientização da importância do seu papel.
CRONOGRAMA

Data/Horário

21/05

Ação

Apresentação do projeto de intervenção na escola
Responsável

Professora e alunos
Público alvo

Coordenadores, integrantes do conselho e alunos.
Observações relevantes

O projeto estará sujeito às modificações propostas pelo público alvo.
31/05
1ª sensibilização c/ as peças: Quer um conselho e como organizar um conselho.
Estagiários da segunda-feira
Comunidade escolar

31/05
2ª sensibilização c/ peças
Estagiários da quinta feira
Comunidade escolar

11/06
1ª etapa de oficinas:
-Composição
-Funções do conselho
Estagiários
Comunidade escolar
Serão realizadas inscrições para participar das oficinas
14/06
2ª etapa de oficinas:
 -Atas
-Regimentos / estatuto.

Estagiários
Comunidade escolar


Mesa- redonda
-Participação
- Gestão democrática
- Representação social
-Função social da escola
Professores da UFAL
Comunidade escolar
Serão realizadas inscrições para participar da mesa-redonda












4.    Recursos

Ø  Cartazes de divulgação
Ø  Panfletos
Ø  Cenário para peças
Ø  Caixas de som
Ø  Microfone sem fio
Ø  Data show
Ø  Notebook
Ø  1 resma de folhas A4

5.    Referências

ANTUNE, Angela. Aceita um conselho? Como organizar o colegiado escolar. 2ª ed. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2002. (Guia da escola cidadã; v. 8).
ABRANCHES, Mônica. Colegiado escolar: Espaço de participação da comunidade. São Paulo, Cortez, 2003. (Coleção Questões de Nossa Época; 102).


Começando a caminhada em direção ao projeto

Após as reflexões a respeito da entrevista com os gestores, um dos membros do nosso grupo apresentou sua preocupação com o conselho que apresentava algumas fragilidades como: dificuldades de se reunir, pouca participação de seus membros e desmotivação por parte de alguns seguimentos, nesse sentido ele  propôs  que poderíamos manter  o foco da nossa pesquisa no conselho escolar. Após alguns momentos de discussão com nossa orientadora nesse estágio Prof. Maria Bethânia, chegamos a conclusão de que focando no conselho poderíamos contribuir junto aos gestores para o seu fortalecimento...

 

Nessa perspectiva saímos em busca dos membros do conselho para que pudéssemos dialogar e quem sabe consolidar esse pensamento. Conversamos com um dos conselheiros do seguimento funcionário que relatou sua vivencia no conselho, as principais dificuldades no seu ponto de vista e qual tem sido as contribuições do conselho para o Instituto de Educação.

O diálogo foi bastante proveitoso, pois começamos a enxergar melhor as principais carências e em que poderíamos realmente ajudar o conselho da escola a se fortalecer principalmente os seguimentos pais e alunos.

Ficou decidido então que o caminho que deveríamos trilhar em relação ao conselho seria o de conscientizar a comunidade escolar, principalmente pais e alunos, da importância desse órgão na escola, tendo em vista que nessa perspectiva nossa intervenção não teria um fim aí, após seis meses de estágio, mas poderia quem sabe provocar mudanças na maneira delas perceberem a escola e o seu real papel como membro dessa comunidade.   Vale ressaltar que de acordo com relatos de outro membro do conselho do seguimento aluno, esse movimento acontece todos os anos de eleição do conselho, mas mesmo assim é muito difícil conseguir pessoas interessadas realmente em fazer parte do conselho de forma efetiva o que aumentava o nosso desafio.